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Resíduos de Agrotóxicos em Hortifrúti: Como Supermercados e Distribuidores Podem Controlar Fornecedores
Resíduos de Agrotóxicos em Hortifrúti: Como Supermercados e Distribuidores Podem Controlar Fornecedores
Frutas, legumes e verduras chegam às gôndolas vindos de dezenas de fornecedores diferentes. Para supermercados e distribuidores, garantir que esses produtos estejam dentro dos limites de resíduos de agrotóxicos é um desafio e uma responsabilidade cada vez maior.
Neste post, explicamos o que diz a legislação sobre rastreabilidade, o que são os limites de resíduos e como a análise em laboratório ajuda no controle de fornecedores.
O que diz a legislação sobre rastreabilidade?
A Instrução Normativa Conjunta Anvisa/MAPA nº 2/2018 estabeleceu procedimentos de rastreabilidade para vegetais frescos destinados à alimentação humana, com o objetivo de monitorar e controlar resíduos de agrotóxicos em toda a cadeia produtiva.
Na prática, cada elo da cadeia, do produtor ao varejo, deve manter registros que permitam identificar a origem e o destino dos produtos. Quando um resíduo irregular é encontrado, a rastreabilidade mostra de onde veio o lote.
O que é LMR?
LMR é o Limite Máximo de Resíduo: a quantidade máxima de um agrotóxico permitida em um alimento, definida pela Anvisa para cada combinação de cultura e ingrediente ativo. Também é considerado irregular o uso de um ativo não autorizado para aquela cultura.
Por que supermercados e distribuidores devem analisar?
- Qualificação de fornecedores: laudos periódicos mostram quais produtores mantêm boas práticas;
- Proteção da marca: um resultado irregular divulgado em monitoramento oficial pode afetar a reputação da rede;
- Segurança do consumidor: o controle reduz o risco de produtos fora do padrão chegarem à mesa;
- Negociação: dados confiáveis ajudam a exigir correções e a premiar bons fornecedores.
Como montar um programa de controle
- Classifique os produtos por risco, considerando histórico e volume de compra;
- defina a frequência de coleta por fornecedor e por produto;
- colete amostras representativas, identificadas com lote e origem;
- analise em laboratório com escopo de resíduos adequado a cada cultura;
- registre os resultados e acompanhe a evolução de cada fornecedor.
E os alimentos orgânicos?
No caso dos orgânicos, a expectativa do consumidor é de ausência de resíduos de agrotóxicos sintéticos. A análise periódica protege o produtor, o distribuidor e o varejista que comercializam esses produtos.
Conclusão
A rastreabilidade é obrigatória, e o controle de resíduos é o que dá segurança a ela. Com um programa de análises bem planejado, supermercados e distribuidores protegem o consumidor e a própria marca.
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